sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entrevista com Aldrovani - "GENIAL"




Aldrovani Menon, o famoso Aldrovani, formador ao lado de Genilson a dupla de ataque “genial”, no fim dos anos noventa. Ídolo por vários clubes por onde passou, se destacou no Figueira, onde se tornou o maior artilheiro da história do Figueirense em um único ano. Foi artilheiro da série C de 99 com treze gols, ano que acabamos na segunda colocação.

Jogador de 37 anos, 1, 76m e muitos gols, mais de quinhentos na carreira (veja lá embaixo o gol quinhentos). Aldrovani ficou marcado pela sua saída em 2001, foi para o Sport, a torcida não o perdoou.

O artilheiro jogou neste ano no Gurupi, time de Tocantins, saiu e hoje está no Atlético Rio Verdense, clube da terceirona de Goiás. Aldrovani lá é titular, marcou apenas um no campeonato, seu time está na primeira colocação.

Aldrovani já marcou contra o Figueira no ano passado, (veja aqui). Destaco também um texto escrito pelo colunista Maceió, do jornal AN de Joinville, clique aqui e confira, dá pra se ter uma noção do que representou este jogador por aqui.

Abraixo uma entrevista especial que o artilheiro concedeu para o blog.



A entrevista

Aldrovani: conte-nos um pouco sobre a sua carreira futebolística. Onde começou sua vida de boleiro?

Comecei em 1989, com 16 anos, quando fui fazer teste no Matsubara - Pr, onde passei quatro anos, depois passei por muitos clubes dentro e fora do Brasil . Aproximadamente 28 clubes , em 20 anos de carreira , desde que saí de casa . Sou muito feliz por todo esse tempo no futebol, e por ter realizado meu sonho de jogar futebol.





Faça um breve histórico sobre sua passagem pelo Figueirense.


No Figueirense, cheguei em 1999 ainda bem desconhecido , agradeço a diretoria por ter me dado a chance e ter acreditado em mim . Aos poucos fui conseguindo meu espaço , demonstrando interesse pelo clube , sendo profissional , fazendo meus gols , conseguindo as vitórias com o grupo , sendo amigo de todos ,conquistando a torcida e com isso fui marcando minha passagem pelo Figueirense . Fui para o Bahia em 2000, em julho de 2000 voltei para o Figueirense, fiquei até junho de 2001, foi uma passagem maravilhosa com titulo de campeão e muitos gols pelo clube, com certeza marquei meu nome na história do Figueira .


Como que foi a experiência de jogar ao lado de Genilson no estadual de 99? Aquele ataque era fantástico...

Começamos bem desacreditados, né? Mas aos poucos fomos criando um conjunto, um dependia do outro pra jogar, aí apareceu o nome da dupla, "GENIAL" criada pelo nosso amigo Sérgio Murilo, a partir daí começamos a fazer muitos gols , o entrosamento era ótimo , dentro e fora de campo , éramos muito amigos , ainda continuamos sendo , e principalmente nesse ano conseguimos o título do Estadual , e melhor ainda , em cima do Avaí .


Quais foram os desafios encontrados no Figueirense ainda sem uma grande estrutura, como você encontrou o clube quando desembarcou em Florianópolis?

Os desafios são grandes como em qualquer outro clube , não é de uma hora pra outra que as coisas acontecem . Mas no Figueirense as coisas começaram a acontecer rápido, começaram a se estruturar, se organizar, a montar times bons , e com isso as conquistas chegaram , titulo de 99 entre outros mais, disputas da Copa do Brasil, o clube ficando conhecido a nível nacional, até que em 2001 chegou a conquista de uma vaga pra série A do brasileiro .


Hoje um dos desafios encontrados é fazer a torcida transformar o Scarpelli novamente em um caldeirão, conte sobre o que você lembra da torcida Alvinegra. Na sua época era difícil vencer o Figueira no Scarpelli.

Quanto a torcida do Figueira , não posso reclamar de nada , sempre fui apoiado por eles , claro que a torcida queria e quer ver sempre o time vencer , mas lembro bem , de que era muito difícil mesmo alguém ir dentro do Scarpelli e vencer o Furacão , a torcida vibrava muito , isso é muito bom para os jogadores , o incentivo que vem das arquibancadas , e a torcida só cobra de quem eles sabem que tem condições de jogar bem , veste sempre a camisa do Figueirense com muita Honra .
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Qual foi a melhor fase da sua carreira? Foi no Figueira?

Com certeza na época que passei pelo Figueirense , foi uma passagem maravilhosa , jamais esquecerei , 2 anos de Figueira , a cidade de Florianópolis , as amizades , tudo era maravilhoso , me sentia muito feliz . Em 2000 nasceu meu segundo filho , Daniel , o primeiro é Bruno , aí a felicidade aumenta e você quer cada vez mais jogar bem e marcar cada vez mais gols , você fica muito feliz estando em um lugar bom , que você e sua família estão felizes . Fui Campeão Catarinense em 99 , artilheiro da série C em 99 , com 13 gols , me tornei o maior artilheiro em uma temporada com 33 gols , se não estiver enganado foram 103 jogos e 63 gols com a camisa do Figueira . Foi uma passagem muito marcante na história do Figueirense , esse clube pelo qual tenho muito carinho .


99 foi um ano especial para toda a torcida Alvinegra e também para você, que se tornou o maior artilheiro do Figueirense em uma única temporada. Você foi o artilheiro da série C desse ano. Comente um pouco sobre essa grande fase sua e do Figueirense.

Foi inesquecível mesmo, foi um ano ótimo, como falei fomos Campeões Catarinense, (em cima do Avaí) , depois de algum tempo sem titulo, né ? Fui artilheiro da série C, fui o maior artilheiro numa temporada, acho que entre as vitórias , as conquistas e os gols , foi um ano de muitas alegrias pra toda a torcida do Figueirense e pra mim também, é claro . Um ano que jamais será esquecido.


Você se arrepende de ter saído do Figueirense em 2001, para jogar a série A do brasileiro pelo Sport? Na ocasião o Figueira subiu, o Sport caiu e você sofreu uma grave lesão...

Não me arrependo não , as coisas não avisam a gente , elas acontecem e pronto , se a gente soubesse seria bem melhor, né ? São coisas do futebol , qualquer um trocaria um time da série B por um da série A , era bem mais divulgado , o salário era maior também , já que no Figueirense eles queriam me manter , mas ganhando o mesmo salário. Já fazia 1 ano que eu ganhava a mesma coisa , no Sport seria bem maior , coisas do futebol , né ? Mas infelizmente veio a fratura, que eu nem imaginava que iria acontecer , mas aconteceu , aí o campeonato já era . Mas graças a Deus dei a volta por cima, e logo estava jogando de novo , joguei em muitos outros clubes também . Fiquei muito feliz quando o Figueirense subiu pra série A.


Hoje você joga em Goiás, no time do Atlético Rio Verdense, conte um pouco sobre essa experiência e desafios encontrados quando se joga num clube pequeno, com pouca estrutura?

Como falei anteriormente, as dificuldades existem em todos os lugares , mas se tiver pessoas competentes e que organizem as coisas , com certeza os resultados vem , mesmo que a estrutura seja mínima . É claro que você tem que ter paciência para que as coisas entrem no eixo, você tem que ajudar muito , mas com as vitórias vemos que vale a pena os sacrifícios . Tudo tem um começo, se não arriscar nunca saberá se valeu a pena.


Você ainda acompanha o Figueirense? Mesmo jogando longe?

Acompanho sim , apesar de não estar jogando aí , me identifiquei muito com o clube, tenho pessoas amigas que ainda estão lá , entre muitos , quem ainda está há um bom tempo é o meu grande amigo Fernandes , sempre nos falamos , ele me conta com estão as coisas por lá , sempre mando lembranças para meus amigos . Esse ano mesmo, torci muito para que o Figueira conseguisse voltar a 1° divisão do brasileiro , infelizmente não deu , mas vamos torcer para que ano que vem isso seja possível.






Um forte Abraço Alvinegro!

6 comentários:

Henrique Santos disse...

Aldrovani é muito fera. Sempre gostei dele quando atuava no Figueira, mas infelizmente ele fez uns gols contra a gente e tripudiou da torcida.

Boa sorte para ele na sua carreira e parabéns pela ótima entrevista.

Fillipe de Maceió disse...

Aldrovane é meu amigo particular.

Um grande homem, um grande pai de família, que sempre honra as camisas dos clubes que veste, diferente dos VAGABUNDOS que passaram pelo Figueirense neste ano.

Valeu ALDROVANI.

Ah é ALDROVANI!!

O ARTILHEIRO COWNTRY.

Rafael Petry disse...

Valeu Felipe,

Alías foi tu quem me passou o contato do Aldrovani.

Abraço,
Rafael Petry

LEONARDO OGRO disse...

Famoso creonte. Beija a camisa e diz que ama o clube, pelo menos até receber uma proposta melhor. Poderia ser um grande ídolo do Alvinegro, mas por ser "profissional" morreu no esquecimento do futebol...

Ingrid disse...

Concordo em parte com o Leandro , porém é complicado julgar atitude de uma pessoa ..Porém temos vários exemplos , inclusive fora do Figueira , como o Goleiro Marcos do Palmeiras , que permaneceu fiel e firme nesse clube , independente de melhores propostas e hoje é um grande ídolo palmeirense ....

Anônimo disse...

Nos torcedores e os Blogs temos que ficar de olho no contrato da Figueira Participações que com o FFC, neste linl
http://colunas.globoesporte.com/diegosimao