sábado, 20 de março de 2010

Se eu fosse cartola por um dia...

Por Esporte Fino

Eu já fui aquele torcedor que vai toda quarta e domingo ao estádio independentemente de chuva ou escassez de vitórias. Mas parei. Chega uma hora em que não dá para suportar a bagunça com que o evento futebol é organizado no Brasil.

Alguns problemas são sociais, de dificílima solução, e não pertencem ao futebol, apenas desembocam nele. Mas outros poderiam muito bem ser enfrentados pelos cartolas. E toda vez que eu ia a um jogo pensava “por que raios eles não adotam essa solução?”.

Vão aqui, então, algumas sugestões e cobranças para os dirigentes dos clubes para tornar o espetáculo mais agradável.

1 – Ingressos
Poucas bilheterias abertas significam filas grandes, gente estressada e grande oportunidade para os cambistas – afinal, o ”mercado negro” se torna atrativo quando os meios oficiais não dão conta do recado. Os clubes deveriam SEMPRE abrir todas as bilheterias e desde cedo. O aumento no custo é irrisório perto do ganho. Sem contar que quando você melhora o serviço, fideliza o cliente e estabelece relacionamento da marca com o interlocutor.

2- Estacionamento
Outro lugar comum. Ir ao estádio de carro significa lutar por uma vaga nas proximidades, ser extorquido pelo flanelinha e rezar para seu carro estar intacto no retorno. Os clubes têm de se mexer e pensar no assunto como um investimento, não como custo. Se houver um estacionamento oficial, mesmo que seja caro, todos vão preferir usá-lo em dia de jogos. E nos demais dias certamente haverá uso também. Resolvendo esse problema, você adquire uma fonte de receita, melhora as condições para a ida do torcedor à partida e provavelmente aumenta o público médio. Construir um edifício garagem envolve autorização da prefeitura e talvez aquisição de terrenos. Mas, se ninguém for ousado e tentar, nunca vai acontecer.

3- Pré-jogo
Americano é bom de espetáculo e deveríamos aproveitar alguns exemplos para adaptar à nossa cultura. Eventos pré-jogo estimulam o público a entrar antes nas arquibancadas, de modo que escalonam a chegada dos torcedores, diminuem filas e agregam valor. Os jogos de aspirantes eram legais. Amistosos das categorias de base também seriam positivos. Imagine a emoção de um time sub 16 atuando num grande estádio diante daquela gente toda. Aliás, tenho curiosidade de ver a nova geração do meu clube. Futebol feminino seria outra ação interessante. E por que não, como variação, jogos de veteranos…?

4- Programação extra jogo
Essa vale para os times de São Paulo. Quando alguém vai criar uma programação turística integrando as instalações do seu próprio clube com as do Museu do Futebol? Eu destacaria um ex-jogador do time para comandar expedição, que começaria no estádio do clube e visitaria o campo, os vestiários e os troféus, sempre temperado com histórias contadas pelo guia e com a possibilidade de perguntas por parte dos visitantes. Depois, a trupe seguiria para o Museu do Futebol para conhecer esse patrimônio cultural da cidade. O passeio terminaria no restaurante-lanchonete do local, com distribuição de brindes e acesso à loja de souvenires. Poderia acontecer aos sábados e domingos que não tivessem jogo, com grupos de cerca de 20 pessoas. Qual não seria a demanda? Será que o programa não “se pagaria a si próprio” ? A mesma coisa poderia ser feita com alunos de escolas públicas durante a semana gratuitamente.

Por enquanto é só, depois tem mais. Não votem em mim. Mas já seria um começo…

2 comentários:

JBmartins disse...

No item 3 que realmente é de facil e rapida solução as preliminar seria uma boa para as categorias de Base.

Anônimo disse...

Até o início da década de 90, os jogos dos campeonatos de juvenil e juniores eram preliminares dos principais. Não sei porque acabaram com essa prática. Deveria voltar.

Dimaris